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Confirmado: Moto EC está fora do Rondoniense Chevrolet do ano da Copa do Mundo

O Blog já havia antecipado há dois dias atrás. Aliás, o prazo que o Deptº Técnico da FFER deu até o dia 10 de dezembro, já havia sido furado justamente pelos dois clubes da capital: Moto e Genus, quanto ao Ji-Paraná FC - segundo seu presidente Luciano Almeida, a partir do momento em que teve a certeza que o time iria disputar a 1ª divisão -, ele anexou como local de mandar seus jogos o Biancão.

Mas vamos nos ater à nossa capital. Sofrida Porto Velho, de tantos governantes que por aqui passaram e não moveram um dedo sequer quanto ao desporto local. Muitos irão comentar que o estado e o município não devem patrocinar clubes profissionais de futebol. Sim, concordo. Mas uma praça, um estádio, isso tem que ter minha gente.

Quem viu a participação do Genus este ano na Série D, e acompanhou de perto os adversários. Viu um time como o Paragominas-PA, o Plácido de Castro-AC (fico nestes dois, com a logo do estado e do município), não lembro do Nacional-AM e Naútico-RR. A pergunta é: será que não houve o apoio(R$) para esta mídia em todo o norte e porque não dizer de todo o Brasil?

Quem leu até aqui, peço por favor seguir mais um pouco e acompanhar agora meu raciocínio. Hoje, quinta-feira,12, de dezembro sai da cena futebolística do nosso estado um clube sessentão. Falo do Moto Esporte Clube, fundado em 1952, portanto 61a, justamente para disputar um torneio em homenagem ao deputado federal Aluizio Ferreira.

O primeiro clube da Amazônia Ocidental a jogar no estádio do Maracanã, em 1969. Preliminar de Brasil e Colômbia, quando Manoel, Bacu e Walter Santos (este com um golaço de falta) empatou nos últimos minutos aquele jogo contra um timaço da Petrobrás. 3 a 3 o placar final.

O Timão como fora conhecido, conquistou duas vezes o Torneio de Integração da Amazônia (1977 e 1978); Dez(10) Estaduais na era amadora (1954, 68, 69, 71, 72, 75, 76, 77, 80 e 1981) e um (01) campeonato da 2ª Divisão - na era profissional em 2009.

Pois este mesmo Timão que no ano que se finda, já não havia participado do campeonato em virtude de alegar não ter "casa" para mandar seus jogos. Foi o mesmo a suplicar junto ao TJD-RO sua permanência na Série A do rondoniense. E, conseguiu. Inclusive numa decisão monocrática - onde um dos Auditores indicado pelo presidente da corte -, queimou alguns neurônios para dar a canetada final em favor do Moto. Era melhor nem ter "perturbado" a nobre corte da justiça desportiva.

Meus caros leitores, atentem para alguns detalhes deste campeonato que se avizinha: 1º) ano de Copa do Mundo e no Brasil; 2º) ano em que nossa sofrida Porto Velho completa 100 anos de criação; 3º) ano de eleições (ops! será que ninguém), poderia dar uma ajuda; 4º) disputa por participação em torneios em nível nacional (Copa do BR, Copa Verde, Série D...).

Mas, o nosso querido tatu-bola (sabiam que o mascote do Moto é este animal que é o mascote da Copa também). Por tudo isso, por toda esta falta de visão e, como bem define o mascote do time: que tem uma capacidade de se enrolar, adquirindo o formato de uma bola.

Este é o tatu-bola, qualquer semelhança com o Moto é mera coincidência. Ah, nós do Caiari Esportes pela Rádio Caiari demos a notícia exatamente às 11h15min, quando o presidente do Moto já havia protocolado a desistência uma hora antes. Assim como tudo começou para festejar o aniversário de Aluizio Ferreira, em quatro linhas tudo acabou-se em função desse mesmo Aluizão. Para ficar bem claro. Veja ofício do time solicitando afastamento do campeonato de 2014.


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