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Genus pisa o Ribeirão de Aurigrená

Daqui a pouco nosso representante no brasileirão da Série D, entra em campo no Estádio Raimundo Ribeiro - Ribeirão em Boa Vista-RR -, digo nosso porque a partir do momento em que o representante oficial desistiu de participar. Quem manifestou-se? Somente o time Aurigrená da capital - Sport Club Genus - que representa o estado, e não somente Porto Velho.

Um corre-corre danado. Reuniões, dirigentes visitam a FFER, vão atrás de parceiros e encontram um jovem empreendedor/administrador de empresas do ramo da Contabilidade chamado Elizeu Cabral que por sinal tem um timaço com o mesmo nome, e que faz sucesso nos campeonatos de bairros da capital.

Parceria firmada e um cargo importante dentro do organograma do Genus, Diretor de Futebol com carta-branca para contratar, demitir, enfim. O planejamento elaborado por Elizeu foi perfeito, trouxe logo de uma lapada só, em torno de 20 atletas do seu Cabral FC e foi buscar no mercado local algumas peças para ajustar ainda mais o time.

A prioridade num primeiro momento foi carregar na parte física, pois a parte técnica/tática todos já se conhecem e - grifo meu, todos jogam muita bola - e um time jovem; pra se ter uma ideia somente dois atletas dos 24 selecionados tem mais de 30 anos, justamente o zagueiro San(31a) e craque do time Marcos Canhoto, também com a mesma dezena. Os outros na faixa dos 20 e poucos.

O time realizou dois amistosos: um contra a Corretora de Seguros Caliptra, ganhou de 5 a 3 e outro contra o time da OAB-RO, ganhou de 3 a 1 fez 8 gols - tomou 4 gols, vale lembrar que estes 3 do Caliptra tinha do outro lado um "tal de Souza" que faz gol por brincadeira e mais o Gabriel Vasconcelos (Flu) e o irmão gêmeo do Souza.

Agora vem a parte mais salutar dessas mal-traçadas. Estava eu zapeando a TV aberta ontem(sábado), atrás de notícias do futebol local e, me deparo com várias reclamações de torcedores do Genus com relação ao material utilizado pela delegação em viajem até o extremo norte. Atletas do Genus com camisas pretas, ou camisas vermelhas e com o logo do Cabral FC.

Ora, ora, se o Diretor de Futebol entrou com toda estrutura de seu Cabral FC. Se a partir do momento em que o Genus anunciou sua entrada na Série D, há inúmeros acessos via Net. Era muito natural que alguma vantagem o Cabral iria ter.

No mesmo programa de TV, gostei demais da participação do presidente do time Sr. Ediney Lucas - ele foi de uma precisão cirúrgica - deu umas palmadas com luva de pelica na imensidão de manifestantes contra o material utilizado nos dois amistosos, e disse mais: "quero esse pessoal todo no Aluizão quarta-feira, o material utilizado foi somente nos amistosos, hoje o time entra de Aurigrená". É isso presidente.

Disso tudo me vem à mente a letra do Ultraje a Rigor: indecente é ficar despido da cultura, sem roupa, sem saúde, sem casa, tudo é tão imoral. A capital sem estádio, sem futebol é que é vergonha estadual. Com adaptações.

Já vi grandes do futebol brasileiro vestido: time azul (vestido de amarelo), time alvinegro(com material lilás), time verde(com amarelo) até o meu Flu(com camisa laranja). Meus caros, vamos encher o Aluizão na quarta. Só não vale pelado, pelado, nú com a mão no bolso - pois o juizão não permite - o Genus vai com seu material tradicional.


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