Pular para o conteúdo principal

UM NOVO FUTEBOL BRASILEIRO ESTÁ SURGINDO

O maior evento do futebol mundial, a Copa do Mundo 2014, realizada no Brasil, serviu para escancarar os problemas estruturais do nosso futebol, consequência dos correlatos da nossa sociedade. Isto foi no ano passado. Neste ano, os escândalos e a prisão de dirigentes da FIFA e do ex-presidente da CBF só confirmaram as suspeitas dos desmandos e da corrupção no futebol.
Pelo lado dos clubes brasileiros, a situação não é melhor, onde o ranking do endividamento é mais noticiado do que o de desempenho, transformando-se em pauta recorrente na agenda do Congresso Nacional e da Presidência da República, na busca por uma solução para as dívidas das agremiações. 
A cultura de gestão não profissional do maior esporte nacional, associada a uma visão paternalista do estado brasileiro, trouxeram o futebol para o corner, quase sem espaço para criar, sem visão do gol, mas com a torcida ainda acreditando que pode sair desta situação difícil. 
Revolução interna 
No futebol, como em tudo na vida, não existe um fim, e sim a morte de uma versão dela, para que a próxima face da existência se revele. Assim, a gênese humana, em sua forma futebolista, trouxe para o palco esportivo um inexperiente no "antigo futebol brasileiro"; um desconhecedor do jeito fácil de gerir mal; um ser humano ético e visionário para enxergar por sobre a lambança do esporte preferido nacional e fincar as estacas de um "novo futebol brasileiro", sério, eficiente, moderno e sustentável. 
Quando o caos se aproxima, quando as bases daquilo que é nefasto começa a ruir, surgem os visionários, que dão sequência aos processos, com novas ideias, que amanhã serão os novos paradigmas.
Romildo Bolzan Jr. assumiu o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, no início do ano, com um déficit mensal de mais de três milhões e, sem nenhuma receita nova, zerou-o em agosto. Buscou nas categorias de base do clube a estrutura do plantel, contratando pontualmente e a baixo custo, para montar um time que agora é saudado por jogar um futebol moderno, que ocupa o terceiro lugar no Brasileirão e está classificado para as quartas de final da Copa do Brasil.
(Romildo Bolzan Jr., presidente do Grêmio/foto de Taddeu Vargas)
Mas não só na sala do financeiro e dentro do campo de jogo a revolução disse presente. A administração do clube mudou, com a implementação de modernas práticas de gestão (gestão de desempenho), com investimentos em sistemas computacionais utilizados pelas maiores empresas do país e do mundo, acompanhada da transparência que enobrece e qualifica a atividade esportiva. 
O leitor deve estar pensando que para que tudo isso acontecesse, tenha sido necessário montar uma operação de guerra. Ao contrário, foi criado um ambiente de paz e confiança. Não me recordo (e milito na política gremista há mais de 30 anos) de um momento de maior união entre as forças políticas do clube, fruto de uma atuação democrática e agregadora do presidente e do Conselho de Administração. 
Atuação externa 
Ao mesmo tempo em que se estrutura e se consolida internamente, o Grêmio, como toda instituição que se percebe incluída e influente no contexto da sociedade moderna, olha para fora e age externamente, seja nas questões que envolvem seus objetivos, como clube de futebol, assim como na questão da responsabilidade social.
Na defesa dos interesses dos clubes, o presidente Romildo tem sido uma voz ativa e constante junto às entidades do futebol brasileiro e do próprio governo, transformando-se numa liderança nacional. Para isso vem apresentando propostas efetivas de mudanças, que passam por arbitragem, direitos de transmissão, relação com a CBF, formato dos campeonatos (mata-mata e criação da Sul Minas), venda de bebidas alcoólicas nos estádios e calendário, ou seja, o Grêmio quer mudar o futebol brasileiro! 
Na área social, o Grêmio, ciente de sua grandeza e de ser a instituição com maior números de fãs do estado do RS e uma das maiores do Brasil (aproximadamente 8 milhões de torcedores), e da correspondente responsabilidade social que seu tamanho determina, criou uma série de programas e ações, que visam resgatar este compromisso. 
Um deles, o programa Solidariedade Tricolor 2015, em parceria com a Defesa Civil do estado, na Serra Gaúcha, arrecadou mais de 200.000 (duzentos mil) itens de donativos, para ajuda aos desabrigados das enchentes e pessoas em situação de vulnerabilidade social e outro, o programa Comunidade TRI, em parceria com a Prefeitura de Porto Alegre, tem como objetivo aprimorar o entorno da Arena, focando as comunidades dos três bairros adjacentes (Humaitá, Farrapos e Navegantes) proporcionando melhoria de vários espaços de convívio e de serviços públicos, tais como ajardinamento, remoção de focos de lixo, regularização de comércios, reforço de sinalização, plantio, entre outros, para citar apenas duas das atividades do clube na área social. 
PARA ENCERRAR
Veremos logo a seguir, caros leitores, que o modelo de negócio falido e ainda sobrevivendo do ar guardado nos pulmões da história gloriosa do futebol brasileiro, sucumbirá diante de um fato emergente - a boa nova -, que pode ser chamado de "Novo Futebol Brasileiro" cujo representante primeiro e protagonista é o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense e seu presidente, Romildo Bolzan Jr.

 Texto e fotografia de
Taddeu Vargas
Jornalista

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Rondoniense de 17 anos vai disputar o concorrido Sub-20 em SP

Olha que notícia maravilhosa. Vem daqui de perto do distrito de Jaci-Paraná, a 80 km de Porto Velho, um filho do distrito chamado Jardson Medeiros, zagueiro de 1,85 m com 17 anos, pé esquerdo, pelo visto um prodígio - na acepção da palavra -, daqueles com habilidades próprias para pessoas com mais idade.
Acompanhe o histórico de Jardson: foi bicampeão da copa treze sub-15 pelo Avaí-PVH; em 2015 disputou o sub-16 pelo SC Genus; já o ano passado foi campeão do Interdistrital pela seleção de Jaci-Paraná, quando foi muito elogiado pela postura em campo e personalidade.
Desta temporada o garoto começou a viajar. Entenda-se viajando para fazer o que mais gosta, e sabe fazer. Foi para Confins-MG, disputou o campeonato mineiro sub-17 pelo Bonsucesso EC, sucesso garantido seu time foi eliminado na semifinal mineira. Algumas equipes de base da terra de Tiradentes tentaram ficar com o zagueiro.
Porém, seu destino acabou sendo São Paulo, primeiro jogou pelo Osvaldo Cruz FC, interior paulista. Ao vol…

Tanaka faz acordo amigável e dá adeus ao Periquito

Foram somente três minutos vestindo a camisa oficial do RSC. Falo de Alessandro Tanaka, camisa 16 que entrou ao final do jogo entre RSC 0 x 0 Cuiabá pela Copa Verde, no último domingo. O ambiente no ninho do periquito já não estava legal para o atleta estrela de Guajará-mirim, ontem, segunda-feira entornou de vez.
E, agora à tarde o rápido atacante Tanaka, entrou em acordo com a diretoria do clube, e deu adeus ao RSC. Agora vem a surpresa maior. Sabe para onde voa o Tanaka, ou melhor, sai do ninho do periquito e vai para o Acre, isso mesmo o novo clube será no estado do Acre. E quem pensava no Tanaka no Galo da BR, tire o cavalo da chuva.
O blog chegou a conversar com Eder Marques, um dos diretores do Jipa, e ele assim se expressou: "Luis, na verdade era intenção da gente trazer o Tanaka para cá, como foi um acordo amigável e ele resolveu ir para o Acre, que seja feliz não vamos entrar em leilão". (Tanaka deixou o RSC nesta terça(7), vai para o Acre)

Ariel Mamede e Welmer Bueno, juntos na mesma equipe

É isso mesmo, o mundo do futebol gira rápido demais. Assim como o mundo da política, da economia e das fofocas. Assim foi com o amigo e técnico de futebol Ariel Mamede, saiu daqui de Porto Velho-RO com um pé na taça de campeão-2016, e uma das mãos já levantando a mesma. Antes disso saiu do também RSC o dirigente Welmer Bueno, ambos retornaram ao estado de Goiás.
Enquanto Ariel foi dirigir um time goiano querendo subir da segunda divisão para a primeira, Welmer Bueno voltou para "seu" Vila Nova, no comando administrativo das divisões de base. Nesta copinha que ainda está rolando a bola, o que aconteceu: o Vila saiu de Goiás com status da melhor equipe do paraíso verde na categoria, acabou caindo na fase de grupos.
Enquanto o maior rival do Vila Nova, o Atlético Clube Goianiense ora dirigido por Ariel passou de fase. E aí vem as raquetadas da vida, neste sábado(14) o Vila Nova dispensa Lucas Oliveira, e foi buscar no Dragão o jovem comandante de lá. E agora estarão juntos em um …