sexta-feira, 18 de setembro de 2015

UM NOVO FUTEBOL BRASILEIRO ESTÁ SURGINDO

O maior evento do futebol mundial, a Copa do Mundo 2014, realizada no Brasil, serviu para escancarar os problemas estruturais do nosso futebol, consequência dos correlatos da nossa sociedade. Isto foi no ano passado. Neste ano, os escândalos e a prisão de dirigentes da FIFA e do ex-presidente da CBF só confirmaram as suspeitas dos desmandos e da corrupção no futebol.
Pelo lado dos clubes brasileiros, a situação não é melhor, onde o ranking do endividamento é mais noticiado do que o de desempenho, transformando-se em pauta recorrente na agenda do Congresso Nacional e da Presidência da República, na busca por uma solução para as dívidas das agremiações. 
A cultura de gestão não profissional do maior esporte nacional, associada a uma visão paternalista do estado brasileiro, trouxeram o futebol para o corner, quase sem espaço para criar, sem visão do gol, mas com a torcida ainda acreditando que pode sair desta situação difícil. 
Revolução interna 
No futebol, como em tudo na vida, não existe um fim, e sim a morte de uma versão dela, para que a próxima face da existência se revele. Assim, a gênese humana, em sua forma futebolista, trouxe para o palco esportivo um inexperiente no "antigo futebol brasileiro"; um desconhecedor do jeito fácil de gerir mal; um ser humano ético e visionário para enxergar por sobre a lambança do esporte preferido nacional e fincar as estacas de um "novo futebol brasileiro", sério, eficiente, moderno e sustentável. 
Quando o caos se aproxima, quando as bases daquilo que é nefasto começa a ruir, surgem os visionários, que dão sequência aos processos, com novas ideias, que amanhã serão os novos paradigmas.
Romildo Bolzan Jr. assumiu o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, no início do ano, com um déficit mensal de mais de três milhões e, sem nenhuma receita nova, zerou-o em agosto. Buscou nas categorias de base do clube a estrutura do plantel, contratando pontualmente e a baixo custo, para montar um time que agora é saudado por jogar um futebol moderno, que ocupa o terceiro lugar no Brasileirão e está classificado para as quartas de final da Copa do Brasil.
(Romildo Bolzan Jr., presidente do Grêmio/foto de Taddeu Vargas)
Mas não só na sala do financeiro e dentro do campo de jogo a revolução disse presente. A administração do clube mudou, com a implementação de modernas práticas de gestão (gestão de desempenho), com investimentos em sistemas computacionais utilizados pelas maiores empresas do país e do mundo, acompanhada da transparência que enobrece e qualifica a atividade esportiva. 
O leitor deve estar pensando que para que tudo isso acontecesse, tenha sido necessário montar uma operação de guerra. Ao contrário, foi criado um ambiente de paz e confiança. Não me recordo (e milito na política gremista há mais de 30 anos) de um momento de maior união entre as forças políticas do clube, fruto de uma atuação democrática e agregadora do presidente e do Conselho de Administração. 
Atuação externa 
Ao mesmo tempo em que se estrutura e se consolida internamente, o Grêmio, como toda instituição que se percebe incluída e influente no contexto da sociedade moderna, olha para fora e age externamente, seja nas questões que envolvem seus objetivos, como clube de futebol, assim como na questão da responsabilidade social.
Na defesa dos interesses dos clubes, o presidente Romildo tem sido uma voz ativa e constante junto às entidades do futebol brasileiro e do próprio governo, transformando-se numa liderança nacional. Para isso vem apresentando propostas efetivas de mudanças, que passam por arbitragem, direitos de transmissão, relação com a CBF, formato dos campeonatos (mata-mata e criação da Sul Minas), venda de bebidas alcoólicas nos estádios e calendário, ou seja, o Grêmio quer mudar o futebol brasileiro! 
Na área social, o Grêmio, ciente de sua grandeza e de ser a instituição com maior números de fãs do estado do RS e uma das maiores do Brasil (aproximadamente 8 milhões de torcedores), e da correspondente responsabilidade social que seu tamanho determina, criou uma série de programas e ações, que visam resgatar este compromisso. 
Um deles, o programa Solidariedade Tricolor 2015, em parceria com a Defesa Civil do estado, na Serra Gaúcha, arrecadou mais de 200.000 (duzentos mil) itens de donativos, para ajuda aos desabrigados das enchentes e pessoas em situação de vulnerabilidade social e outro, o programa Comunidade TRI, em parceria com a Prefeitura de Porto Alegre, tem como objetivo aprimorar o entorno da Arena, focando as comunidades dos três bairros adjacentes (Humaitá, Farrapos e Navegantes) proporcionando melhoria de vários espaços de convívio e de serviços públicos, tais como ajardinamento, remoção de focos de lixo, regularização de comércios, reforço de sinalização, plantio, entre outros, para citar apenas duas das atividades do clube na área social. 
PARA ENCERRAR
Veremos logo a seguir, caros leitores, que o modelo de negócio falido e ainda sobrevivendo do ar guardado nos pulmões da história gloriosa do futebol brasileiro, sucumbirá diante de um fato emergente - a boa nova -, que pode ser chamado de "Novo Futebol Brasileiro" cujo representante primeiro e protagonista é o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense e seu presidente, Romildo Bolzan Jr.

 Texto e fotografia de
Taddeu Vargas
Jornalista

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