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Genus não desiste nunca!

Olha pra começo de conversa, posso dizer que o Genus na maior parte do jogo foi irretocável. Se formos fazer scout do jogo, e para isso existe o analista de desempenho com certeza vamos chegar a um número alto do que foi o Genus à noite desta quinta-feira(15). Para este blogueiro foi uma das melhores partidas do aurigrená neste rondoniense sicoob.

Houve falhas. Claro que sim, o goleirão Caio Borges está inseguro? Sim, mas ele somente finda essa insegurança com ajuda do grupo de atletas, do torcedor e principalmente da imprensa especializada que vai a todos os jogos, e sabe do potencial desse rapaz. Foi visível o apoio que ele tem, principalmente do seu capitão Vagner Léo, quando saiu o primeiro gol do Real numa falta bem cobrada pelo Bida, Léo foi lá pediu calma e partiu para o empate.

Ficou tão claro que o time do Genus não acreditou no gol, pois no reinício do jogo o atleta Gabriel estava ainda no campo de jogo do Real, foi preciso o juizão avisar - meu filho volte para seu campo. Mas veja bem, se o primeiro tempo foi assim meio sem ninguém arriscar, com muitas faltas logo após o meio do campo. Mesmo assim o Genus na condição de mandante levou mais perigo ao gol defendido pelo ótimo Dida do que ao contrário.

Na segunda etapa, nem o Genus e tão pouco o Real mexeram em suas estruturas, mesmo time. E ai onde foi mais contundente o Genus, foram 5' iniciais com blitz em cima do rubro-negro do Vale do Jamari. Dos 5' aos 10' o Real equilibrou, e dos 10' pra frente mais uma vez o Genus cresceu, nessas alturas vale ressaltar as investidas do Charlinho, a categoria do Luan Fernando e o sempre produtivo Luciano Mourão.

Mas, a velha máxima do futebol - quem não faz leva -, coube aos experientes do outro lado: Bida e Marco Aurélio, tomarem conta do pedaço. Principalmente Marco Aurélio "forçando" umas faltas ali no bico da grande área, onde ele é especialista nisso - de forçar a barra e de colocar nas redes. Pois não é que deu resultado, aos 19' numa jogada digna de filme, nosso Buchecha leva para seu lado esquerdo e força a barra em cima do zagueiro - não sei se foi o Vagner Léo - só sei que o juizão caiu na dele.

Pois bem, Bida que jogador bom de bola ainda, apesar da idade foi lá bateu forte rasteiro no canto direito de Caio Borges, este ainda espalmou mas a bola foi ao fundo da rede. Era 19' do 2º tempo. Se o empate já era bom para Simônio Veiga - sim, pois um time que lutou com o tal do Efeito Suspensivo e ganhou, para ter o atacante Vagner Jr -, ele vem com Leleco de camisa 11. Vá entender a cabeça desses professores. Pois bem, o UM a zero em seu favor caiu do céu.

Mas o Genus fazia sua melhor partida das 14 anteriores. É tanto que o time continuou martelando seu adversário, e mais uma vez o goleiro Dida salvava seu arco. Uma vez num chutaço de Luan Fernando e outro do Charlinho. Aos 21' ou seja, dois minutos após levar o gol, o Genus conseguia o empate. Numa cobrança de escanteio, Mourão colocou milimetricamente na cabeça do capitão Vagner Léo, este cabeceou forte e Michel Douglas completou - detalhe, contra seu patrimônio.

Com o empate de 1 a 1  fazia-se justiça ao Scout (desempenho) do Genus. Aos 28' num dos raros momentos em que Marco Aurélio ficou livre para marcar, do jeito que ele pediu a Deus, bola no peito na linha da pequena área, chutou com força o goleirão Caio  espalmou e a bola sobrou justamente para o iluminado da noite, camisa 10 Bida com extrema categoria chutou sem chances para o goleiro do Genus. Era o Genus 1 x 2 Real.

Mas o Genus, como disse seu presidente: "não desiste nunca, é com luta, suor e sangue, está tudo em aberto ainda" Evaldo Silva. Dos 28' aos 50' pois o juiz acresceu 5' em função das seis substituições e do cai cai do Real Ariquemes. Não digo que só deu Genus, pois estaria sendo injusto com o Real. Com a saída do Bida o time sentiu, mas Simônio teve que mexer. Bida saiu mancando.

Enquanto isso o Genus fez o caminho certo: Hurtado deu lugar ao Alisson - esse reforçou o meio de campo, mas o Charlinho teve que voltar para a ala direita -, outro que saiu o Marcão, entrou Israel chuta forte e era opção do gol de empate. Ora, o empate somente veio aos 48' e dele o canhoto muito bom de bola Leandro que havia entrado na vaga do Mourão. Como falei numa bola alçada (eita!) na pequena área do Real, a defesa saiu e deixou Leandro cara a cara com Dida.

Com a tranquilidade de um Monge e a categoria fiel aos canhotos, Leandro colocou lado esquerdo do goleirão Dida, era praticamente o final do jogo e o empate merecido por quem lutou para esse final feliz. Final 2 a 2 que deixou os 524 pagantes da noite bem ouriçados, e renda de R$ 6.280,00.

Jogo de volta será no Valerião, dia 22 próxima quinta-feira, às 20h. Novo empate lá, o finalista do campeonato será conhecido da marca penal.


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